No caminho para a cafeteria o pneu furou e ali em uma rua escura sem nenhuma "alma vivente" estava ela, tinha esquecido seu celular e então resolveu ficar dentro do carro até a chuva estiar.
Depois de algumas horas Cláudia percebeu que estava vindo uma pessoa em sua direção com um sobretudo escuro e de chapéu. Cláudia não sabia o que fazer, ficou assutada pois aquela rua era perigosa, trancou todas as portas do carro e esperou quieta.
Naquele instante um homem parou perto do carro e perguntou se ela precisava de ajuda, Cláudia pôde perceber que era um rapaz belo, de barba feita, olhos castanhos e uma bela fisionomia, espantada Cláudia abriu a janela(só uma greta para que o som da sua voz aquele homem pudesse ouvir) e disse:
- Sim. O pneu furou e eu não sei trocar. Tenho estepe e um pneu reserva atrás no porta malas.
- Poderia trocá-lo para a senhorita? - disse aquele homem.
- Você poderia me fazer este favor?
- Claro que sim Senhorita, porém preciso da chave para abrir seu porta malas.
Cláudia ficou com um pouco de medo, mas ela precisava do pneu para poder ir embora.e aquele homem estava ali lhe oferecendo ajuda, não podia negar. Assim ela abriu um pouco a janela e deu aquele homem a chave do carro.
Cláudia percebeu que aquele rapaz tirou o pneu e o macaco do porta malas e abaixou-se perto do pneu furado para trocá-lo.
Assim quando o rapaz terminou de trocar o pneu naquela chuva intensa colocou o pneu furado e as ferramentas utilizadas e fechou o porta malas, chegou perto da janela e disse:
- Pronto Senhorita! pode ir embora agora.
- Quanto você irá me cobrar pela sua ajuda? - Perguntou Cláudia pegando uma caneta e um talão de cheques.
- Eu não quer seu dinheiro Senhorita, pode ficar tranquila.
- Como assim? Eu tenho que lhe pagar, fale quanto quer? - Cláudia já estava meio nervosa.
- Me desculpe, mas não quero nada. Tenha uma boa noite!
- Posso saber pelo menos seu nome Senhor?
- Claro! Me chamo Roberto.
- Prazer em conhecê-lo meu nome é Cláudia e sou uma advogada conhecida caso precise de algo só me ligar - Cláudia tirou um cartão de sua bolsa e entregou aquele jovem rapaz.
- Bom Senhorita,se me der licença, tenho que voltar a minha casa para trocar a roupa molhada.
- Obrigada Roberto! E desculpe pelo meu modo de lhe tratar.
- De nada! E não se preocupe com isso Cláudia.
Ali Roberto voltou de onde estava vindo e Cláudia ligou o carro e foi e direção a cafeteria, mas na trajetória ficou pensando naquele simples rapaz.
Chegando a cafeteria a duas quadras do lugar onde ocorreu o "incidente com o pneu", entrou, sentou-se e pediu um café bem quente para tomar.
Cláudia percebeu que a moça que trouxera o seu café estava grávida e com um semblante triste. Cláudia não aguentando de curiosidade perguntou:
- Quantos meses está?
- Estou de cinco meses
- Que bom e já fez o enxoval?
Naquela hora houve um silêncio, e de repente aquela menina começou a chorar. Sem saber o que fazer Cláudia tenta acalmá-la lhe pergunta o motivo da tristeza.
Então a moça um pouco mais calma conta-lhe toda a história sobra a criança que iria nascer daqui a poucos meses, sobre as condições financeiras, como só ela trabalhava já que seu marido fora despedido naquele dia e, que, com isso não poderia comprar nada para aquela menina que estava para chegar.
foi quando Cláudia deu um lencinho para a moça e pediu a ela um pedaço de bolo para tomar junto como cafe´. Enquanto a garçonete fora lá dentro pegar o pedido de Cláudia, Cláudia pegou um guardanapo embrulhou o café e saiu deixando um bilhete e algo embrulhado.
Quando a moça chegou como o pedaço de bolo na mesa notou que havia um pequeno embrulho e aquela moça que ali estava fora embora. Ela abrindo o embrulho viu que havia um bilhete dizendo:
"Cara amiga, ouvi tua história e muito me comovi, então deixo este dinheiro embrulhado no papel para que possa comprar o enxoval de sua menina e para dar continuidade em sua vida. Creio que esta quantia ajudará até seu marido conseguir outro emprego".
Grande abraço, ass: Uma amiga
Ao terminar de ler, lágrimas caíram por sua face e, fazendo com que o seu semblante melhorasse, a moça fez seus últimos serviços e fora para casa...
Ao chegar em sua casa, foi em direção ao seu marido e disse:
- Roberto, você não sabe o que aconteceu hoje.... Roberto você não vai acreditar.
Moral da história
Ajude as pessoas sem ver suas gratificações. Você pode não ver ganhos na hora, mas saiba que sua ajuda voltará para você quando você mais precisar.
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